Fotos do Teia 2007 em Belo Horizonte

Congando...Maracatusiando...Maracatusiando...Grupo de São Gabriel/BAGrupo de São Gabriel/BAGrupo de São Gabriel/BAGrupo de São Gabriel/BABatucadaQue porra é essa?XamandoRobô que Samba...Robô que Samba...Colocando o pessoal para dançarColocando o pessoal para dançarOlha a cara da figura a direita...Final do Teia, de tudo um pouco, povão dançando e belíssimas apresentações...Final do Teia, de tudo um pouco, povão dançando e belíssimas apresentações...Final do Teia, de tudo um pouco, povão dançando e belíssimas apresentações...... E continua a fução... continuaGraffitti Lula e Preto GhoezCongando...Congando...Congando...

 

Fotos tiradas por Marcos Goulart entre os dias 08 e 11 de novembro de 2007, no Teia em Belo Horizonte/MG.

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Apenas uma visão sobre o Tropa de Elite

CaveirãoIniciar
um texto dizendo que o filme Tropa de Elite suscitou um grande debate
na sociedade brasileira seria uma trivialidade; entretanto, mesmo
sendo trivial, não dá para negar isso. Basta ler
jornais, revistas, assistir programas de televisão, etc. De um
lado críticos paranóicos, de outro críticos
falaciosos. Digo isso, pois li alguns textos, mas dois
particularmente me chamaram a atenção. Um deles foi o
texto de Ivan Pinheiro chamado “Tropa de Elite: A criminalização
da Pobreza”, onde o autor afirma que o filme é uma
conspiração da direita do país, o que beira um
discurso que mais parece de movimento trotskista da década de
70. Outro texto foi o de Reinaldo Azevedo chamado “Capitão
Nascimento bate no Bonde do Foucault”, esse era terrível,
pois comparar Immanuel Kant ao Capitão Nascimento é uma
bestialidade – na real acho que isso foi mais por pedantismo do que
por fundamentação “moral” do seu texto, até
porque Azevedo mostrou que é um péssimo leitor de Kant,
explico porque. Primeiramente, acho que o autor tentou aplicar uma
formulação do Imperativo Categórico, que diz que
“Devemos agir de maneira que a máxima de nossa ação
possa ser universalizada”, isto é, no caso de um usuário
de maconha, o máximo que ele podia fazer, se colocando o
imperativo, seria dizer “será que eu gostaria que todas
pessoas comprassem maconha”, isso seria a universalização,
onde a ação poderia, no máximo, desencadear uma
sociedade de maconheiros. O que Azevedo faz é uma falácia
de indução, a mesma que diz que quem compra uma lata de
coca-cola financia a Guerra no Iraque, isso é uma
generalização, mas é precipitada demais. Naquele
caso, falta uma premissa no argumento: é preciso provar que
quem compra baseado é causador da violência na Favela,
isso é outra coisa bem diferente – mas não é o
que podemos esperar de um artigo de Revista… Podemos dizer que
Nascimento é um policial que age por dever, mas de filosofia
não sabe nada!

Eu
particularmente não vi muitas pessoas falando do filme
enquanto um filme, não enquanto uma leitura sociológica
da realidade. O que tenho para dizer é que eu achei um filme
muito ruim, que subestima quem vê, com aqueles discursos muito
senso-comum, que trabalha sim com a idéia de super-herói
que caça os bandidos – o que podemos esperar de cenas de
invasão em favelas ao som de Tihuana, não nos faz
lembrar cenas do Robocop atacando os inimigos, ou do Rambo no Oriente
médio atrás de terroristas? Pois é, não
gosto de filmes de super-heróis, prefiro outras coisas que me
façam ir além do simples “ver”… Todavia,
poderíamos acreditar que José Padilha se utilizou da
mesma ironia que Lars Von Trier se utiliza em “Querida Wendy”,
onde a música e a cena faz com que tomemos partido dos meninos
que querem apenas tomar um café e causam um tiroteio com a
polícia em uma praça… Ou quem sabe, inspirado por
Tarantino, se utilizar de cenas de violência ao extremo, uma
banalidade da violência… talvez seja isso – só para
fazer justiça ou diretor Padilha.

Acho que
mesmo assim, não podemos criticar o autor por ele ter feito
uma leitura “falsa” da realidade, por uma simples razão,
aquilo é um filme, e um filme é apenas uma ficção,
por mais que ela tente dizer algo da realidade. Acho que o que está
em jogo é que as pessoas não conseguem distinguir
ficção da vida real. O filme, enquanto um produto
cultural, é um fato histórico no Brasil, pois depois
dele não precisamos mais de seriados da SWAT, onde torcemos
para os policiais matarem os bandidos. Agora temos heróis
brasileiros que são parte da realidade brasileira: a polícia
brasileira, com as suas práticas…

Agora, o
que devemos pensar são as razões que fazem alguém
ir no cinema e aplaudir a violência, pois parece que, nesse
caso, estamos diante do “justicismo” que corre em nossas veias,
tomando o filme por esse lado, como um retrato da realidade, acho que
devemos nos perguntar: por que as pessoas querem que aquilo aconteça?
Quais as razões que levam alguém dizer que tem que
linchar bandido, estuprar estuprador em presídios, e etc, como
Luiz Eduardo Soares menciona em seu artigo chamado “Aplausos à
violência?”, onde ele nos coloca a questão acerca do
elogio à violência que o filme instigou nas pessoas que
o assistem. Talvez seja esse o verdadeiro e mais sensato debate que
devemos nos voltar, sem moralismos, falácias, e conflitos
ideológicos medíocres.

Para
concluir: Acho que há questões profundas que devemos
tentar responder: Por que as pessoas, para ter uma vida privada
tranquila, aprovam à barbárie? Quem é que coloca
drogas na favela – a resposta do Azevedo não vale -? Por que
as pessoas não sabem distinguir ficção da
realidade? Por que as pessoas procuram drogas? Por que esse debate
acirrou os ânimos da direita e da esquerda? Quem fará
justiça à José Padilha?… O que acho mais certo
é que o filme, suscitando um debate acerca da violência,
nos colocou a questão acerca do potencial de barbárie
que corre em nossas veias… De onde vem isso? Essa é a
questão mais profunda de todas.

Referências:

Aplausos à
Violência? (Luiz Eduardo Soares)
http://www.luizeduardosoares.com.br/lesnovo/umanot.php?id_noticia=99
Capitão
Nascimento bate no Bonde do Foucault (Reinaldo Azevedo)
http://veja.abril.com.br/171007/p_090.shtml
Brasil – Tropa de
Elite: A criminalização da Pobreza (Ivan Pinheiro)
http://www.adital.org.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=30050

 

 

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Disso se segue que…?…!

Meu Gato Nietzsche, nascido em 03 de Outubro de 2007Há dias corridos e há dias em que corremos, a correria é fruto de uma busca de encontrar-se no tempo, dar conta do tempo… mas que tempo é esse? Que vida é essa? Uma vida que talvez nem viva. O tempo de hoje talvez não seja o tempo do nosso corpo, daquilo que vivemos, da nossa experiência de vida, do nosso ser o que somos. Por alguns minutos parei para pensar no que ando fazendo, no que ando dizendo – a vida precisa do silêncio! O que mais me inquietou hoje, foi saber que o "Assim Falou Zaratustra" do Nietzsche, se encontra no primeiro lugar no ranking dos mais vendidos na feira do livro, que ironia. Imagina se todas pessoas resolvessem virarem "nietzschianas", o que seria do mundo… Qual a razão disso? Acho que o subtítulo da obra responde "Um livro para todos e para ninguém", ou seja, todos querem ser, mas ninguém tem coragem suficiente para tal empreendimento: levar uma vida conforme as palavras do profeta… Fico com as palavras de Hermann Hesse: "Ainda não temos a capacidade para entender as palavras de Nietzsche"… E esse na foto é o meu gato Nietzsche… já que vale tudo mesmo…
Ao som de "Friends Of Mine" do The Zombies

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Eu, profundamente eu

fabi.blogs.sapo.pt/arquivo/anjo a chorar.jpg

Trabalho,
aflição, esforço, e necessidade constituem
durante toda a vida a sorte da maioria das pessoas. Porém se
todos os desejos, apenas originados, já estivessem resolvidos,
o que preencheria então a vida humana, com que se gastaria o
tempo?” (Arthur Schopenhauer).

 

Parece
que nesses dias em que nos sentimos sozinhos, a alma insiste em
gritar para o mundo aquilo que nem sabemos. O mundo
não nos oferece nada novo, pois nós não somos
novos, não estamos dispostos a isso… As pessoas estão se tornando mais frias, mais
cruéis com elas mesmas, como se uma força brotasse dos
seus corações, uma profunda negação de
si – qualquer prazer em viver é tido como algo ruim, uma
espécie de  “auto-mutilação” a priori.
Hoje parece que fui tomado por essa força, essa vontade de
sair do corpo, sair da caverna e contemplar a luz; mas que luz é
essa? Apenas uma promessa, apenas um devaneio de uma pessoa que não
consegue viver em paz e a sós consigo mesmo… Eu,
profundamente eu.


Porto Alegre, 01 de
Janeiro de 1979.


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Apenas mais uma chuva

Apenas mais uma chuva
 
 

Foto tirada no dia 06/10/2007 
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Diversos Tempos…

Não vejo o tempo,
apenas sinto no corpo como o vento, um silêncio…
O devagar, andar – caminho quieto, e eu?
Eu faço uma música mesmo quando calo
diferentes velocidades
sí, dó, mi, fá, sol…
E de cá sinto o peso do tempo
em minha fala,
complicada, diáspora e loca,
ao som da conversa alheia
e das percepções do que aprendemos,
aprender, viver, sentir…
Seguir os caminhos dos incertos
e do entre passos,
parar e ver o redemoinho e a energia que vem de fora.
Tenho volúpia de mim…
destino incompreender minhas bordas ao outro
que é o meu fim.
Se ligando ao início de um outro nem sei,
das pedras que se lançam àquela paisagem que nunca vi,
Mas simplesmente sentem a energia do redemoinho
como a força que se deve seguir.
E em vontade de mim, volúpia de pedras, desejo, enfim,
música, o vento tempo e o próprio jeito meu de ser,
e sigo cantarolando, a todo o resto, alheio…
Alheio porém não de mim,
me sinto, me percebo…
Da minha descoberta de mim parto em direção ao outro.
Que em mim é aquilo que diz sim,
talvez um não, mas se faz assim…
Não me diga aquilo que ninguém diz…
Ou profundo silêncio, quiça um amém!
Um além que o afago não justifica,
um porém que ninguém prestou atenção,
um clamor… Por clarão,
Na Selva.

 

Poesia de autoria coletiva 

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Descobrindo o Morro São Pedro

Morro São Pedro e Restinga aos seus pésMorro São Pedro e Restinga aos seus pésMorro São Pedro e Restinga aos seus pésMorro São Pedro e Restinga aos seus pésMorro São Pedro e Restinga aos seus pésMorro São Pedro e Restinga aos seus pésMorro São Pedro e Restinga aos seus pés
 
Fotos tiradas por Marcos Goulart em 31/07/2005. O Morro São Pedro fica no Bairro Restinga, em Porto Alegre/RS. 
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Tamino

Diante da sublime imagem do amor,
O que grita é o silêncio:
serenamente em si mesmo,
feito o brilho de uma estrela.

Oh amor! Onde jogaste o meu ser?
Me vejo nessa bela imagem,
sou aquela que amo,
me afogo em ti… Pamina.

São os seus olhos que gritam em mim
Sou consciência-de-si para ti,
um cativo da vida.
És minha alma… Tão Pamina.

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Pequeno Léxico de Palavras Imcompreendidas

Adeus – Um certo olhar para trás sem nada lamentar…

Liberdade – Deixar de pretender ser importante para alguém…*

Amor – Sentido no corpo e nada mais…

Angústia – Única maneira de conciliar alma e corpo...

Deus – Ao morrer se libertou dos homens. Portanto, só existe pois a sua existência é desnecessária…

Futuro – Mero medo do presente…

Filosofia – Relação direta entre fracasso e redenção…

Metafísica – Perguntas que perguntam-se a si mesmas…

Morte – Aquilo que não se vive, por isso não se sabe…

– Acreditar que é preciso acreditar em algo…

Melancolia – Um misto de Walter Benjamin e Enrico Caruso…

 

* Fruto de um diálogo com a minha amiga Mayara, uma amiga que me deixa mais leve.

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Sangrando: Reflexões sobre as palavras e a vida

GonzaguinhaA idéia de uma escrita com sangue, isto é, com o espírito, como afirma Nietzsche na seção intitulada “Dor ler e escrever” no livro Assim falou Zaratustra, sempre me deixou um pouco inquieto, pois sempre entendi isso como um certo estar por inteiro, quase uma conciliação entre as palavras e a vida – entre corpo e alma também. Nietzsche, creio eu, afirma com isso que escrever com sangue é viver cada palavra; sangue é espírito, como afirma o profetizador do “Além do Homem”.
Essa reflexão nietzschiana de alguma forma cai como uma luva e encontra uma efetivação na canção “Sangrando” de Gonzaguinha, pois, no caso dessa música, sangrar não significa meramente dizer o viver; mas sim, uma certa conciliação, isto é: dizer é viver, e sangrar, nesse caso, significa justamente “dizer a própria vida expondo-se por inteiro”, ou seja, viver o espírito é sangrar – entenda-se espírito como sendo a vontade do corpo. “Quando eu soltar a minha voz por favor entenda, que palavras, por palavras eis aqui uma pessoa se entregando. Coração na boca, peito aberto vou sangrando…”, é uma certa sinceridade levada ao extremo, uma sinceridade que não significa meras palavras que damos sentido ao ouvir, muito além disso, é dar o próprio corpo, assim como um ator em uma peça de teatro, que precisa fazer o seu corpo dizer aquilo que está dito nas palavras de um roteiro – um artista sangra, na medida em que diz com o corpo.
Com toda razão alguém diria para mim que um ator encena, isto é, ele é na medida em que está em um palco e, portanto, o seu viver é relativo aquele momento – a sua sinceridade é falsa. Todavia, para mim sinceridade é efetivação do presente, estar por inteiro naquele momento, por isso, que a sinceridade do ator é intensa, é verdadeira.
No caso das palavras de Gonzaguinha, poderíamos pensar em um diálogo com alguém, quando não apenas falamos, mas dizemos com os olhos, desejamos – desejo no sentido de querer entender o outro -, queremos viver o outro em nós mesmos, não é isso que chamamos de encontro? Todavia, se pensarmos novamente naquelas palavras, veríamos que o compositor ao pedir a caridade de quem o ouve, traz consigo uma certa angústia, pois ele quer provar aquilo que é improvável: um sentimento. Não é à toa que ele diz: “veja o brilho dos meus olhos e o tremor nas minhas mãos. E o meu corpo tão suado, transbordando toda a raça e emoção”, pois ele está dizendo que é possível entender as suas palavras olhando para o seu corpo. Portanto, podemos dizer muitas coisas mesmo em silêncio.
Para finalizar essa breve reflexão, gostaria de trazer um trecho da Gaia Ciência de Nietzsche, que vai ao encontro das palavras de Gonzaguinha: “Não somos batráquios pensantes, não somos aparelhos de objetivar e registrar, de entranhas congeladas – temos de continuamente parir nossos pensamentos em meio a nossa dor, dando-lhes maternalmente todo o sangue, coração, fogo, prazer, paixão, tormento, consciência, destino e fatalidade que há em nós, transformar continuamente em luz e flama tudo o que somos, e também tudo o que nos atinge; não podemos agir de outro modo”. Com isso, podemos dizer que os nossos pensamentos são resultados daquilo que vivemos, daquilo que sentimos no corpo: as diversas forças que nos compõem… As palavras de Gonzaguinha em si são a afirmação da vida em toda a sua potência, força e angústia – “apenas o seu jeito de viver o que é amar”, e amar nesse caso, é sangrar, pois é espírito.
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