O fim de uma agonia polivalente

Estamos prontos para fim? É claro que não, o fim não é tão facilmente
experienciável, tendo em vista que o fluxo da vida coloca em cada fim
um começo, ou melhor, um novo começo – seria o fim um recomeço? Estamos
sempre prontos para afundar e cair em um abismo, que talvez não seja
tão fundo assim… O limite está no sentido que damos para tudo aquilo –
até mesmo essas palavras podem ter um sentido para aqueles que o
procuram, no fundo a vida também é um sentido, um horizonte de
navegador, um horizonte instransponível, sem fim, sem Deus, sem ordem…
Não estamos prontos para o fim, pois nunca sabemos viver o
acontecimento de um começo… O início de tudo talvez seja o fim – quem
sabe disso? Nem eu mesmo… Por isso, ensaiu-me, vario-me, grito-me,
vivo-me… acabo, mas não dou cabo de mim.
 
This entry was posted in Filosóficos. Bookmark the permalink.

2 Responses to O fim de uma agonia polivalente

  1. jonas says:

    e ae meu velho! por onde anda o tal montaigne? ūüôā
    abraço marcos!

  2. sergio says:

    SOu um poeta amigo de guto, interessante nos comunicarmos, talvez, nietzsche é uma influencia para mim, assim como cortazar na linha metafisica. paradoxos, paradoxos, são só o começo do iceberg.
    http://existenznoexistenz.blogspot.com

Comments are closed.